terça-feira, 14 de novembro de 2017

Máscaras Cokwe: as mais belas máscaras angolanas em livro


Máscaras Cokwe: a linguagem coreográfica de Mwana Phwo e Cihongoaborda a performance e a linguagem corporal das máscaras de dança cokwe Mwana Phwo e Cihongo, enquanto estruturas de comunicação capazes de sustentar uma memória colectiva. A análise dos padrões de dança e das características da performance de cada uma destas máscaras permite a compreensão do seu papel na estruturação e equilíbrio da sociedade cokwe.
Suportado por uma longa viagem de dedicação a leituras, recolha de imagens e à audição de conversas de grande riqueza, o livro apoia-se um enquadramento histórico e social das máscaras estudadas, bem como na sua contextualização nos planos da religião, dos rituais de iniciação e da estética.
Este livro actualiza a informação sobre os bailarinos mascarados na Angola de hoje, a partir de um ponto de vista da dança, enquanto plataforma académica.


Máscaras Cokwe: a linguagem coreográfica
de Mwana Phwo e Cihongochega
às livrarias a 15 de Novembro. A sessão de lançamento decorre a 20 de Novembro, às 18h30, na Bertrand Picoas Plaza, em Lisboa, a par de outras sessões que irão decorrer nas próximas semanas.

MÁSCARAS COKWE 
Ana Clara Guerra Marques 
21x27 
216 páginas 
Não Ficção 
29,90 € 
Nas livrarias a 22 de Novembro 
Guerra e Paz Editores

SINOPSE
Na actuação destas máscaras – a dança e o conjunto de elementos observáveis, com significados próprios e identificáveis –, estão sempre presentes uma linguagem manifesta e mensagens latentes resultantes das interpretações do bailarino, bem como do próprio público. Por mais estruturados que sejam os padrões de movimento, este público tem sempre a liberdade de (re)interpretar a performance e de produzir narrativas sobre ela, a partir da articulação de todas as componentes que reconhecem.

BIOGRAFIA DA AUTORA
Ana Clara Guerra Marques.
Inicia os seus estudos em dança na Academia de Bailado de Luanda em 1970. É mestre em Performance Artística. É autora dos livros A Alquimia da Dança (1999), A Companhia de Dança Contemporânea de Angola (2003), Para uma História da Dança em Angola – Entre a Escola e a Companhia: Um Percurso Pedagógico (2008) e do Catálogo do Museu do Dundo (Org.), Memória Viva da Cultura do Leste de Angola (2012). Em 1978, assume a direcção da única Escola de Dança existente no país, actividade que desenvolve a par da docência, realizando também as primeiras acções para a fundação de um ensino profissional das artes em Angola. Também no Ministério da Cultura, onde trabalhou durante 37 anos, integrou as comissões instaladoras do Instituto Superior de Artes e dos Institutos Médios de Artes e fez parte do grupo de trabalho interministerial, para a criação do Subsistema de Educação Artística em Angola. Entre 2007 e 2015 exerceu as funções de Consultora do Vice-Ministro e da Ministra da Cultura de Angola. É membro do Centro em Rede de Investigação em Antropologia (CRIA). É co-fundadora da Sociedade Angolana dos Direitos de Autor, onde desempenhou as funções de Vice-Presidente do Conselho de Administração e é membro individual do Conselho Internacional de Dança da UNESCO. Como reconhecimento da sua contribuição para o desenvolvimento das artes e da cultura em Angola, foram-lhe atribuídos o Prémio Nacional de Cultura e Artes (2006), o Prémio Identidade da União Nacional dos Artistas e Compositores (1995), os Diplomas de Honra (2006) e de Mérito (2016) do Ministério da Cultura de Angola e o Diploma de Honra – Pilar da Dança da UNAC (2011).
Cristiana Ramos
Escrito por:

Estudante no Mestrado em Biologia Celular e Molecular. Viciada em livros e em roer as unhas. Espectadora assídua no cinema, especialmente se aparecer um certo Deus com cabelos loiros. Adora filmes de terror. Louca por cães (quase de uma maneira doentia), mas eles são tão fofos! Romântica incurável (apesar de não admitir).  Fã de Friends, GoT e Big Bang Theory. 

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